Poesias do Coração

Poesias do Coração

Meu Coração

Meu coração é como a noite escura,
Cercada só de dores adormidas,
É como um negro túmulo vazio
Onde repousam esperanças idas.

Meu coração é como a folha murcha
Que o vento frio desligou da flor,
É como um'ave que se vê sozinha
Sem lar, sem pão, sem vida e sem amor.

Meu coração é como a nota triste
Que se evola dos sinos magoados,
Quando da Igreja nas serenas torres
A gemer, a gemer dobram finados.

Meu coração é como a nuvem negra
Que cobre a terra nas manhãs geladas,
É uma pálida andorinha morta
Num leito frio de ilusões passadas.



Poesia que sai do Coração

Poesia voz amiga que sai de dentro do coração
Canta muitas vezes logo um verso de amor
E quando pensamos que se esgota em um todo
Lá vem mais uma história de amor
Que pode ser minha tua ou somente do coração
Que quer muitas vezes falar, mas não tem lábios
Somente os sentimentos que guarda dentro de si
Tornando a nossa razão no existir
Com tantos sentimentos guardados neste cofre
Que temos dentro do peito e não cansa de amar
Está sempre disposto a emergir um mundo novo
Fazendo-nos escrever muitos poemas de amor
Ah! Que bom que meu coração é meu amigo
Está sempre falando de amor comigo
Transmitindo seus sentimentos ao meu pensamento
E minha mão rapidamente vai logo escrevendo
Pode ser apenas uma linha ou alguns versos
Que não deixo passar nem uma só palavrinha
Coração bonzinho amigo de todas as horas
Tenho muita pena quando ele sofre um desgosto
E tenho que por no papel com muito esforço
A tinta fica vermelha pela imensa compaixão
Formando pingos de sangue que jorra do meu coração
Não gosto de ver sofrer aquele que me faz viver


Meu coração dói

Meu coração dói,
Pergunto-me, por quê?
E não sei responder,
E uma dor que vem e não sei de onde,
Parece o vento que sopra, em momento qualquer.

Meu coração dói,
Pergunto-me ,como?
E não sei dizer,
Pois sinto sem qualquer motivo,
Não sinto alegria, só sinto doer.

Meu coração dói,
Pergunto-me, o que fez doer?
E penso, reflito, sem qualquer causa,
Só apenas no sentir,
Digo que com a dor temos que viver.



Coração em forma de rosa

Plantei a rosa que você me pediu
Mas você nem a olhou foi
Logo dizendo que a rosa iria morrer, pois o solo
Estava muito árido e as folhas ficariam ressequidas.
Procurei um solo fértil para plantar aquela
Linda rosa na esperança que a olhasse e lhe
Fizesse um carinho.

Encontrei um belo jardim onde já havia muitas
Flores plantadas. Plantei minha rosa ficou tão
Linda que muitos a admiravam a sua beleza, mas
Você se envolveu com outras rosas nem notou a
Que eu plantei para você.

Quero te dizer que aquela rosa cresceu,
Encheu-se de flores todas perfumadas,
Cada pétala simbolizava minha vida...
Uma vida cheia de amor!
Mas você não percebeu que este amor era tão grande
Que era cultivado somente para você.

Mas a rosa não morreu, ela criou vida, brotou vários
Botões em forma de corações juntaram-se ao meu e
Foi desabrochando, foi se abrindo como um livro em
Meios a tantas poesias que
Minha alma espirituosamente se deliciava.

Vendo-a desabrochar quem sabe, você poderá notar
Que meu amor por você não morreu...
E que nunca vai morrer, pois a rosa que eu guardo
Tem o perfume do meu amor por você...
Mesmo que você não note, o meu coração
Será sempre seu; um coração em forma de rosa!


Sou o coração do mundo

Sou o mundo...
Levo a vida com emoção,
Sou o amor, sou paixão,
Sou apenas um coração.
Se me impedem de ser eu,
De na vida ser um alguém,
Então, não quero ser nada,
Não quero ser ninguém!

Sou a paz, sou o sorriso,
Sou o carinho, sou serenidade
Que transmite a alegria,
Que transmite a paz,
Às vezes um nada, que se desfaz
Diante de uma suave ternura,
De uma terna e bela amizade!


Os 4 ventos do meu coração

São 4 ventos,
Que se contrariam entre si.
Desejosos de o teu coração alcançar,
Desleais ao meu pensar.
Perdendo eu a razão,
Sem a poder reclamar.

Pior seria,
Se contra eles quisesse lutar.
Todos os dias os tento acalmar,
É uma batalha que sei que posso ganhar!
Se estou do lado deles,
Como poderia reclamar?

É assim que passo os dias,
A lutar por não saber,
Qual dos ventos vou escolher.

Qualquer deles irá ter contigo,
Levando as sementes,
Como seu castigo,
Cultivando assim o nosso amor.
Vão nascendo,
Com medo e dor de viver.

Tu podes escolher um,
O mais bonito e belo,
Que leve sementes suficientes,
Para este amor nada efémero,
Que vês no espelho do meu coração.

Sem a poder reclamar,
Como poderia eu reclamar?
Qual dos ventos vou escolher,
Com medo e dor de viver,
Que vês no espelho do meu coração.
É assim que vai soprar a batalha dos meus 4 ventos,
Que teus também são.



Coração Incansável

Coração delirante
Sempre está apaixonado
No peito bate incansável
De ser tão amante, indomável...

A cabeça roda, em mil pensamentos
Dúvidas, lamentos...
Situações que poderiam acontecer
Se esse coração não fosse tão insano
E não quisesse sofrer...

O coração agora sofre
Com saudades de alguém
Espera incansável o retorno
Desse alguém que faz tanto bem...

Precisa dos carinhos
Desse outro coração
Para pulsar mais forte
Na cadência da emoção...

Ah, coração apaixonado!
Está sempre ocupado...
Com alguém dentro dele
Que arrepia a pele...

Que aguça os sentidos
Que geme em seu ouvido
E diz palavras...Ah!
Palavras, que só entre os lençóis
Soam como estímulo ao prazer...

Assim, esse coração se retorce
Quer mais...
Incansável de amar
Ainda que o outro coração
Se esforce...

Coração delirante, é o meu
Cabe sempre alguém
Você chegou, se instalou
E soube me fazer bem...


Leve meu Coração

Se me quer, converta o caminho e volte.
E dos meus lábios maduros, colha o fruto.
Pois descobri, será sempre você meu Norte.
E dessa necessidade estranha, não me furto.

Vem, sussurra os versos da tua poesia.
Derreta o gelo dessa longa madrugada.
Soletrando meus sonhos, a pele acaricia.
Mergulha tua latência na alma represada.

Então entrarei em tuas frestas, teus vãos.
Te acolhendo feliz,lânguido em meu regaço.
E deitaremos às margens do nosso cansaço.

E quando outra vez na desmedida amplidão.
Se for e me deixar no silêncio abissal, no breu.
Leve meu coração, que será para sempre teu.



Lugar onde aquecer meu coração

Olho ao meu redor...
Difícil deixar tudo para trás.
Tantas lembranças...
De momentos bons, outros ruins.
Marcas de uma vida.
Que agora eu quero esquecer.
Abro a porta...
Tento sair.
Ensaio um passo.
Um vento forte toca meu rosto.
Melhor recuar.
Pode ser perigoso arriscar...
Jogar fora este tempo vivido.
Lá fora pode ser pior do que aqui.
Muita escuridão
Ponto de interrogação.
Perguntas sem respostas.
Mas o que fazer aqui dentro?
No meu coração faz frio.
Preciso ele aquecer,
destruir este vazio.
Começar tudo outra vez.
Sarar as feridas.
Tentar sair.
Mas sinto medo de arriscar.
Nem sei que caminho tomar.
Melhor ficar.
Resguardar-me,
Raciocinar.
Quem sabe amanhã algo aconteça.
Preciso de certezas.
Não existe lugar para aquecer meu coração.
Se você não estiver lá.



Os olhos do coração

Você é homem, não peço nem espero que compreenda, os vossos olhos estão no sítio errado do corpo, estão na cabeça, que sentido faz isso, que poderá a cabeça saber sobre um mundo, sim, um mundo que não é este ainda, mas poderia ser um dia se o criássemos com o coração, um mundo sem esta dor, sem esta hipocrisia, esta indiferença, esta falsidade, este fingimento, sem esta dissimulação, esta impostura, esta duplicidade, sem esta aparência, esta farsa, este disfarce, este é o mundo da cabeça, um mundo de angústia, de aperto, de constrição, de obstipação, um mundo de estrangulamento, de opressão, de aflição, de desassossego, de ansiedade, de desespero e agonia e tormento perpétuos, este é o mundo dos homens, é o sofrimento, é o pesar, é a dor, é a pena e a tristeza e a mágoa contínuas, os olhos de homem não podem ver isto, estão cegos na cabeça, apenas os olhos de uma mulher podem contemplar semelhante cenário hediondo, olhos de mulher mesmo que em coração de homem, esses podem observar o descontentamento das almas, o desagrado, a displicência, os peitos que arfam ansiosos, inquietos, irrequietos no seu silêncio forçado, estão ávidos, estão desejosos, estão sôfregos, os olhares que se baixam tolhidos pelo desânimo, pelo desalento, pelo acanhamento, pelo esmorecimento, pelo abatimento da alma, pela fraqueza, pela prostração dos ideais, é o mundo ignorado da doença, do calvário, do martírio e do sacrifício, da provação, da desgraça, é a gangrena das sociedades, cegas na sua putrefacção moral e humana, o mundo do coração não é este ainda, este com as suas injustiças, as suas iniquidades e arbitrariedades, os seus atropelos e as suas injúrias, a desigualdade, somos todos humanos, mas uns sê-lo-ão mais que outros certamente, vivem uns como homens, outros como esterco, pior que esterco, que este aduba a terra, a este esterco humano nem sequer é-lhe permitido contribuir para o mundo, foram abandonados, esquecidos, desprezados, deixados na sua imundice, deles agora mas herdada dos erros dos outros, dos tropeções dos pés dos olhos cegos postos na cabeça e não no peito, você é homem, não peço nem espero que compreenda o que poderia ser o mundo olhássemos nós pelas vistas do coração.